sexta-feira, 29 de maio de 2009

O "Metralhadora" (sic)


"O Funk carioca é a coisa mais punk que apareceu na última década" - Marcelo Yucca, na capa da Outra Coisa (02/04).

''O proibidão é feito para ser cantado no baile, não pode ser gravado nem comercializado. Não é uma apologia ao crime, mas um relato da minha comunidade. O funk nasceu na favela e infelizmente o tráfico também faz parte dela. A sociedade não está preparada para entender o proibidão, porque quem não sofre não dá valor ao sofrimento.[...] Traficante não é bicho não [....] E tem consciência, pelo menos onde freqüento, que o tráfico faz mal à comunidade. Quem não quer ter paz, justiça e liberdade? Essa é uma ideologia de uma facção criminosa." Mr. Catra, o auto-intitulado rei do funk proibidão, ao JB.

Tem gente que acha alguns notórios falastrões "contundentes" ou "provocadores". Particularmente acho que 95% do que eles falam não passam de bravatas e frases de efeito - e das mais baratas.

Parece que agora eles até tem veículos de mídia próprios, embora não faltassem meios para reverberar essas apelações nos espaços já existentes, tamanho é o fascínio que esses tipos exercem no imaginário jornalístico-popular. Tem gente que acha termos como "anarco-colunistas", "guerrilha cultural", "metralhadora verbal", "imperialismo midiático" quase que sexualmente estimulantes.

O que eu gostaria MESMO é que as pessoas fossem mais fascinadas por argumentos concretos do que por coisas desse tipo, mas já faz tempo que perdi as esperanças.

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