sexta-feira, 29 de maio de 2009

Bandas fofas





Em um mundo repleto de ódio, intolerância racial, intolerância religiosa, maldade, crueldade, sacanagem, Rita Lees e Ozzy Osbournes - enfim, coisas que nos deixam mal - certos momentos pedem, praticamente imploram por uma música descompromissada, leve, linda, solta, bacana; uma música que nos deixe alegrinhos, ternos, fofos, uma música cantada por uma banda totalmente fofa (sem preconceitos, por favor).

Mas, afinal, o que são as tão faladas bandas fofas (como as maravilhosas The Cardigans; The Thrills; Saint Etienne; Stereolab; Belle and Sebastian; Cinammon, Air; Beth Gibbons; etc).

Bandas fofas, queridos (viram como já estou contagiada?), são bandas legais, bandas pop, bandas autênticas, bandas desencanadas que não levam o mundo capitalista politicamente correto a sério e estão pouco se lixando se tem gente morrendo de fome na África.

Bandas fofas se preocupam apenas com o coração, com o sentimento, com o ritmo, e jamais têm vergonha disso. JAMAIS. Bandas fofas são bandas tranqüilas. São bandas que realmente precisamos ouvir quando a coisa fica feia e a vida exige ser encarada como verdadeiramente ela é: rude, cruel e mesquinha (como esse navio negreiro que eu freqüento de segunda a sexta).

Bandas fofas são aquelas que produzem um sorrisinho besta de alívio. Um sorrisinho besta de felicidade.

Bandas fofas são o punk da atualidade. A única coisa verdadeiramente transgressora nesse mar de lama e chatice que se tornou o mundo musical do século vinte e um.

Bandas fofas transgridem muito mais do que qualquer banda de metal. Pode apostar.

EU ADORO BANDAS FOFAS... vocês deveriam ouvi-las também...



Ouvindo Perry Mason, a primeira canção fofa do planeta, de Ozzy Ousborne.



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