segunda-feira, 25 de maio de 2009

Assim é, se lhe parece!


Já ouvi de bastante gente que escritor não é profissão.
Eles têm razão. Essa profissão não é reconhecida pelo Ministério do Trabalho. Ninguém traz a palavra “escritor” ilustrando sua carteira profissional. Ninguém faz faculdade pra isso (embora até existam um ou dois cursos).

Um romancista nada mais é do que um vendedor. Faz seu artesanato literário em casa e edita por conta própria ou assina um contrato com uma editora. Um blogueiro, como nós, segue a mesma vibe, com a agravante de não cobrar nada pela leitura que proporciona.

Um dramaturgo ganha dinheiro com suas peças encenadas. As que ninguém quis montar ficam juntando poeira no armário. Um autor de novelas geralmente tem contrato longo. Mas o que pouca gente sabe é que quase todos têm empresa aberta e assinam contrato como prestador de serviços.

Mas, ao contrário do que muita gente pensa, o escritor é um dos trabalhadores mais incansáveis que existem. Pedreiros perdem fácil. Estivadores? Faz favor...

Escritores trabalham 24 horas por dia sem descanso. Tudo é observação, tudo é útil. O feirante, o programa que se vê na TV, a criança chorando no apartamento ao lado, tudo é matéria prima e pode gerar uma crônica, um romance, uma telenovela, um filme.

E esse nobre ofício não existe oficialmente, pode?

Escritores não são profissionais. São desocupados que passam o dia batucando os teclados de seus computadores por não terem uma roça de feijão ou milho para preparar. Gente folgada que não gosta do batente.

Concorda?

Pirandello bem disse: Assim é se lhe parece.

Um comentário:

  1. Olá docíssima Lorrayne,passei aqui para aprender mais um pouco,da vida e amor a respeito!

    Viva a Vida!

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