sábado, 25 de abril de 2009

"?,...;!"


Pensar.


Verbo intransitivo? Transitivo direto? Transitivo indireito? Verbo?

Ser ou não ser, eis a questão.

A questão não seria pensar ou não pensar, em que pensar, como pensar?

Simples como amar. Como se o amor fosse simples. Amar é...? Quem inventou o amor, me explica por favor! Acho que o amor é, simplesmente é.

Assim como pensar é simplesmente pensar.

Sobre a morte e vida, severina ou não, ilusão e desilusão (qual será a pior?), feijão por cima ou por baixo, certo e errado. Entretanto, se estiveres pensando em minha garota, não importa se és preto ou branco. Afinal, trato os iguais como iguais e os diferentes como diferentes. E não sou machista, racista, xenofóbico, homofóbico, ístas e óbicos que existem por aí. Tanto faz se é maconheira e macumbeira. As coisas não tem eira nem beira mesmo; sempre foram feitas nas coxas, ainda mais aqui no Brasil, onde tudo foi tramado para virar esculhambação.

Ao refletir acerca deste tema, verificarás que tudo é relativo, confirmando o que aquele louco descabelado disse. É por isso que existe a Filosofia. E o Google.

Não obstante, temos os nossos dogmas, tão enlouquecedores quanto a Santíssima Trindade.
Por que pensamos?

Todo humano possui raciocínio e por isso pensa ou pensa e por isso raciocina?

Raciocinar é o mesmo que pensar?

Todo humano pensa ou tudo que pensa é humano?

Minha vizinha naturalizou-se ianque e ouve Funk. Ela não pensa ou não é humana? O que ela odeia: barbudos vermelhos ou queimar roupas de baixo? (A culpa é do Fidel. Chamem o Capitão Rodrigues, o Capitão Nascimento e o Jack Bauer).

O Belzebu veste azul, branco ou Prada? Ou será que veste Prada azul e branco?

Como nada se cria, tudo se copia, usarei os versos do Camaleão, que já foram copiados por um sujismundo suicida: " Who knows? Not me. I never lost control."

Também nunca fiquei preocupado. Agora, isso é uma mentira.

Mas, como não ficar preocupado quando uma menina que está em dúvida sobre a sua sexualidade faz alusão ao meu nome em um de seus romances: uma personagem conflituosa que morre pois estava perturbando a sanidade de sua criadora.

Será que isso acontecerá comigo? Foi porque falei do meu Super-Homem? Foi porque criei a minha própia religião? Será que é porque sou um best-seller? Ou um clássico, como queira.

Como saberei?

É...

Here you are.

Saber.

É o que te adjetiva, o que te conforta, o que te faz auto-suficiente. Afinal, quanto mais conhecimento tivermos, menos precisaremos das pessoas. Só espero não me tornar o Titanic do conhecimento. E olha que o meu compatriota Era, para os íntimos, afirmou que o homem não é uma ilha.

Seria melhor se o fosse; não correria o risco de morrer por causa de sua imagem (ou irmã, sabe-se lá), tampouco de tornar-se escravo de um uniforme ou de um quadro. E quando a morte viesse com todas as suas cores buscar a alma alheia, não sofreriam tanto e nem se apegariam tanto á vida; esperariam a morte levá-las ,sentados; dignamente.
Nevermind.

Ainda sou o mesmo e vivo como meus pais: dois cabeças de dinossauro.

Sou Flamengo e tenho uma nega chamada Tereza, que todo dia faz tudo igual, para a excelência do cotidiano de um casal feliz.

Mas, um homem não pode entrar duas vezes no mesmo rio.

E agora, José?


(Direito ao palavrão mor: cobras e lagartos.)


Eu só sei que nada sei.






Por: A. Zaratrusta

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